
24 February 2011
03 January 2011
cosmic love
A falling star fell from your heart and landed in my eyes I screamed aloud, as it tore through them, and now it's left me blind The stars, the moon, they have all been blown out You left me in the dark No dawn, no day, I'm always in this twilight In the shadow of your heart And in the dark, I can hear your heartbeat I tried to find the sound But then it stopped, and I was in the darkness, So darkness I became The stars, the moon, they have all been blown out You left me in the dark No dawn, no day, I'm always in this twilight In the shadow of your heart I took the stars from our eyes, and then I made a map And knew that somehow I could find my way back Then I heard your heart beating, you were in the darkness too So I stayed in the darkness with you The stars, the moon, they have all been blown out You left me in the dark No dawn, no day, I'm always in this twilight In the shadow of your heart The stars, the moon, they have all been blown out You left me in the dark No dawn, no day, I'm always in this twilight In the shadow of your heart 08 December 2010
self-disclosure
quando estamos no meio da tempestade o raciocínio é uma coisa praticamente impossível. o mais engraçado é que no meio da tempestade pensamos mesmo que a tempestade é tudo à nossa volta, quando na verdade a tempestade somos nós, e esta, hein? ah pois.. tão colada a nós sendo nós que é tão difícil de sacudi-la, rebuild, re-do, difícil, difícil, difícil... o pensamento torna-se círcular e não conhece novas sinapses e as que existem dão curto-circuito a toda a hora... o sentir é sófrego, quase impossível o verbo respirar, quase impossível conjugar verbos que vão além do sofrer, sobreviver, doer. é o fim da linha. sentimo-nos em recessão em abstinência.. cadê a felicidade, a alegria, aquela droga que nos corre nas veias e nos põe felizes? no meio de tudo estamos nus na ponta do desespero, não há búzios que nos salvem nem ventos do norte, é uma luta de um para um, batalha justa dos eus, dos caminhos, dos desafios.. o que vai ser do futuro? existirá futuro? é impossível existir futuro pensamos todos os dias no contexto da dor que não vai e que massacra. pensamos em desaparecer das mais diversas formas a mais romântica era alguém nos bater com uma varinha de condão e transformarmo-nos em sapos, somos sapos, o que é um sapo? porquê um sapo? dá-nos a ideia que um dia se transformará novamente em gente. afinal há esperança. afinal sempre houve esperança apesar de toda a aspereza das horas, apesar de tudo é uma luta que nos obriga a ir até ao lado de lá do impossível, a ira apodera-se de nós, nós em constante pecado, alucinados, flagelados, perdidos, e agora que já não podemos dizer "mãe tenho medo, tenho muito medo de não me conseguir superar" e ouvir do outro lado "vai correr tudo bem, eu estou aqui no matter what" mesmo que depois não corra, mesmo que caia da bicicleta enquanto me aventuro a tirar as mãos do guiador mas aquelas palavras seriam o chão e dali não passaria se elas tivessem existido. muitas conversas, com os amigos, sempre presentes, alguns surpresos, outros compreensivos, outros a deixarem-me crescer, atentos, outros a darem-me a esperança que parece que não tinha, eu que sempre lhes disse o que se foi passando comigo, do mau ao bom, eis-me de novo, é isto que sou, isto que estou, isto, concreto, transparente, sincero. não sei quando se deu a viragem da página, não sei quando fechei o capítulo e senti o ar entrar vida dentro, mas nada foi abrupto. já nada é abrupto, já nada é para amanhã nem para ontem, tudo é para hoje e tudo é apreciado convenientemente, sem pressas, afinal temos tanto tempo. tento. tento arduamente. essa é a minha lição. hoje tento ser feliz, hoje sou feliz, porque passei além dos meus limites. e talvez tenha que voltar a passar além dos meus limites actuais (desta vez porém sei o que me espera), a vida é essa constante luta, na minha opinião, em busca da maravilha, que pode ser reconhecer e tratar bem os amigos que nos querem bem, sentir o amor e fazê-lo amadurecer like fine red wine, a foto da Juliane Moore na publicidade da Bulgaris ou ouvir o don't wait too long cantado pela Madeleine Peyroux (andava com tantas saudades de ouvir esta música):

http://www.youtube.com/watch?v=V6-wrEhPpeg
A vida é uma violência. Esta porém é a violência à qual não podemos dizer que não.
04 December 2010
em discurso directo
É claro que a vida é boa
E a alegria, a única indizível emoção
É claro que te acho linda
Em ti bendigo o amor das coisas simples
É claro que te amo
E tenho tudo para ser feliz
Mas acontece que eu sou triste...
Assim disse um dia Vinicius de Moraes, o poeta.
O poema é muito bonito mas hoje removia o último verso.
Existe ainda em mim uma certa melancolia
Porque também é importante ter as marcas do passado
Um sinal que a vida não nos passa ao lado,
Do que fomos, do caminho que percorremos
Hoje sinto-me feliz por nada em particular,
Está a nevar, está frio, estou longe de casa
Mas estou feliz por estar a crescer,
Por não perder a capacidade de sentir
a saudade que tenho dos meus amigos,
o amor que te guardo e que amadurece,
a beleza dos sons, das músicas que nos preenchem,
do mundo tão vasto,
do simples facto de respirarmos
e sou feliz.
E a alegria, a única indizível emoção
É claro que te acho linda
Em ti bendigo o amor das coisas simples
É claro que te amo
E tenho tudo para ser feliz
Mas acontece que eu sou triste...
Assim disse um dia Vinicius de Moraes, o poeta.
O poema é muito bonito mas hoje removia o último verso.
Existe ainda em mim uma certa melancolia
Porque também é importante ter as marcas do passado
Um sinal que a vida não nos passa ao lado,
Do que fomos, do caminho que percorremos
Hoje sinto-me feliz por nada em particular,
Está a nevar, está frio, estou longe de casa
Mas estou feliz por estar a crescer,
Por não perder a capacidade de sentir
a saudade que tenho dos meus amigos,
o amor que te guardo e que amadurece,
a beleza dos sons, das músicas que nos preenchem,
do mundo tão vasto,
do simples facto de respirarmos
e sou feliz.
01 December 2010
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