13 February 2010

Calling Hope...

I'm Not Surprised Not Everything Lasts
I've Broken My Heart So Many Times,
I Stop Keeping Track.
Talk Myself In I Talk Myself Out
I Get All Worked Up And Then I Let Myself Down.
I Tried So Very Hard Not To Loose It
I Came Up With A Million Excuses
I Thought I Thought Of Every Possibility
And I Know Someday That It'll All Turn Out
You'll Make Me Work So We Can Work To Work It Out
And I Promise You Kid That I'll Give So Much More Than I Get
I Just Haven't Met You Yet
I Might Have To Wait I'll Never Give Up
I Guess It's Half Timing And The Other Half's Luck
Wherever You Are Whenever It's Right
You Come Out Of Nowhere And Into My Life
And I Know That We Can Be So Amazing
And Baby Your Love Is Gonna Change Me
And Now I Can See Every Possibility
And Somehow I Know That It Will All Turn Out
And You'll Make Me Work So We Can Work To Work It Out
And I Promise You Kid I'll Give So Much More Than I Get
I Just Haven't Met You Yet
They Say All's Fair And In Love And War
But I Won't Need To Fight It We'll Get It Right And We'll Be United
And I Know That We Can Be So Amazing
And Being In Your Life Is Gonna Change Me
And Now I Can See Every Single Possibility
And Someday I Know It'll All Turn Out And I'll Work To Work It Out
Promise You Kid I'll Give More Than I Get Than I Get Than I Get

Oh Promise You Kid To Give So Much More Than I Get
I Said Love Love Love Love Love Love Love .....
I Just Haven't Met You Yet

http://www.youtube.com/watch?v=1AJmKkU5POA

03 February 2010

Irreversível

É tão díficil começar a escrever, tranformar o que sentimos em palavras que se possam entender, quando ainda não se entendeu nada... Quase como se olha uma cara e se reconhece mas não se sabe de onde, como um computador que bloqueia. Hoje aconteceu, foi verdade, foi real e contudo parece tudo tão im-possível. Hoje ouvi falar médicos como tu, ouvi falar em prolongamento da vida, brindei à minha existência e à existência de outras 500 pessoas, mas a partir deste dia, ou melhor de ontem, 2 Fevereiro 2010, apenas poderei brindar à tua memória.

Lembro-me de jogarmos os Blue Brothers e o Prince of Persia no computador do teu irmão que religiosamente tratávamos como se fosse um objecto precioso (há 15 anos era uma espécie de), existiam vacas e campos verdes e café de cevada na cozinha que dava para o quintal. Tu no 10º ano, eu no 7ºano, eu a tentar perceber "A dúvida é a pedra de toque da verdade, o ácido que dissolve os erros", filosofia de 10º ano, "explica-me o que significa", campos verdes outra vez quase sempre em tua casa, das primeiras vezes que o meu pai foi tentar a aventura MAKRO tu também vieste. Pelo meio, após 8 anos, o meu irmão e a tua irmã deixaram de ser namorados. Nós prosseguimos a nossa amizade quotidiana até ao teu 1ºano de faculdade, meu 10ºano, eu a entrar no liceu, tu a deixares o liceu para entrar em medicina, 20 às três disciplinas no tempo em que eram apenas três disciplinas. Ainda nos vimos no início, mas depois perdi-te o rasto. Momentaneamente. Chegou o meu 1º ano de Faculdade, um trabalho de parapsicologia, era dos telemóveis, recupero o teu contacto e tu participas no questionário para o meu trabalho. Uns anos mais tarde a tua mãe (que foi o grande amor do meu pai antes da minha mãe) tem um AVC ou uma outra catalogação médica que a impede de prosseguir a vida trabalhando, ficando numa espécie de invalidez, recuperando aos poucos com apuncunctura, "Se precisares estou aqui", começamos a ter aulas de ténis à semana, tu a estudares para o exame da ordem, eu sem futuro profissional definido, convido-te para o meu aniversário e tu conheces o Leandro (meu amigo e meu colega das aventuras musicais), enamoram-se, entras em Anestesiologia, treinas em "porcos" (animais mesmo) para entrar para o INEM, eu entretanto entro para a ALERT, tu e o Leandro vão viver juntos para Espinho (indecente eu nunca ter ido conhecer a casa), eu começo a quase não estar em Portugal, deixo de jogar ténis, vamos trocando umas mensagens, na vespera de Natal fazes anos (daí o teu nome) e disse-te que gostava muito de ti (o Leandro disse-me hoje que gostavas muito de mim). E como dizia uma das tuas irmãs hoje "é tão injusto"... tão injusto tombar (eu imagino tombar) sobre um livro de medicina e estudar para seres ainda melhor, para salvares mais vidas, para honrares o juramento que fizeste. Irónico, não é? Eu no carro com o meu irmão do domingo a dizer "Tenho que ligar à Natália e ao Leandro para nos encontrarmos". Irónico.

As minhas lágrimas, primeiro interiores, depois exteriores, tão reais como tu hoje na madeira cercada pelas nossas orações. Como tudo é injusto, irónico, irreversível. Para mim, a morte é a única coisa irreversível na vida, o acontecimento sem resposta, inevitável.

Há pessoas que fazem a diferença, não só na vida de outras pessoas (por ligações pessoais) mas a um nível mais macro, societário e como eu acredito que tu farias a diferença, desde o tempo em que passeávamos pelos campos, e eu atenta à tua inteligência, positivismo, sensibilidade, sentido prático, valores, princípios, a rectidão que não te vi perder ao longo dos anos.

E contudo hoje - the end - após 30 anos. O mundo perdeu valor. Comigo ficarão as recordações, as fotografias que imobilizam o tempo e os campos verdes, contigo na memória, de sempre, para sempre.

25 January 2010

All I need is my guitar


Some people pray,
Some others sing and play with all the devotion.

23 January 2010

Sebben Crudele

Sebben Crudele
Mi fai languire,
Sempre fedele, ti voglio amare.

Con la lunghezza del mio servir,
La tua fierezza saprò stancare,
La tua fierezza saprò stancare.

Sebben Crudele,
Mi fai languire, sempre fedele.
Sempre fedele ti voglio amare.
Sebben Crudele. Mi fai languire,
Sempre fedele ti voglio amare.

Antonio Caldara,
Venezia, (1670-1736)

17 January 2010

O meu Quase-Preferido poema de Sophia

Para atravessar contigo o deserto do mundo
Para enfrentarmos juntos o terror da morte
Para ver a verdade para perder o medo
Ao lado dos teus passos caminhei

Por ti deixei meu reino meu segredo
Minha rápida noite meu silêncio
Minha pérola redonda e seu oriente
Meu espelho minha vida minha imagem

E abandonei os jardins do paraíso
Cá fora à luz sem véu do dia duro

Sem os espelhos vi que estava nua
E ao descampado se chamava tempo
Por isso com teus gestos me vestiste

E aprendi a viver em pleno vento