05 January 2010
enough
o cinzento do dia desapareça como gelo em água quente. basta a
proximidade do teu corpo, a voz de um amigo, a empatia de um
desconhecido. saber que a noite termina com o primeiro bocejo do sol.
saber que nem todos os sonhos são maus, que há palavras que curam.
basta-me o ruído da respiração, o toque de outra pessoa, o aconchego
de um leito. enquanto se desespera uma alma, o sol nasce noutra
latitude. e se houver pântano que nos atrase, há litoral mais ou menos
perto que nos acalme a finitude. bata o coração mais uma vez e
acredito que se aguente mais um pouco. a sombra apenas é visível
porque existe sol ou luz de arte humana. e até a lua nos baralha o
medo do escuro, reflectindo a antecipação do dia. esperar é ver o
horizonte. ou sabê-lo de cor. ou ainda desenhá-lo com o dedo em vidro
sujo."
22 November 2009
Guerra Junqueiro
Há sempre algo de profundamente inspirador em unir a música à poesia. Sentindo-me um pouco parte desses dois mundos, foi muito gratificante puder musicar Guerra Junqueiro. A sua poesia – realista, revolucionária, caricatural, intensa – é o marco do clima de renovação que se vivia em Portugal na segunda metade do séc. XIX. Guerra Junqueiro participou nesta mudança histórica, ajudando a criar o clima necessário à implementação da República. É talvez isso que apaixona ao lê-lo: Um pleno assumir da época histórica em que viveu, um entusiasmo pela vida e dedicação pelas grandes transformações. O seu poema “Evolução” traduz claramente esse combate pela acção e pela liberdade (ou não fosse um militante), difundido entre versos profundos, povoados de palavras intensas (pecado, carne, morte, luz, desejo) que se renovam continuamente (“Morreu a dor, para nascer o Amor!). Com toda esta intensidade e entusiasmo pela vida, não poderiam faltar referências ao Amor: “Toda a alegria vem do amor, e todo o amor inclui sofrimento”, “Quando a alma, ao termo de mil hesitações e desenganos, cravou as raízes para sempre num ideal de amor e de verdade, podem calcá-la e torturá-la, podem-na ferir e ensanguentar, que quanto mais a calcam, mais ela penetra no seio ardente que deseja”. Guerra Junqueiro transmite-nos no último verso deste magnifico poema uma afirmação brutalmente realista e metafísica “E só o amor na vida sepulcral é infinito e é imortal”.
http://guerrajunqueiro.wordpress.com/
(para quem não ouviu ainda)
08 November 2009
Today's song







I’m the light of the world I feel grand
Got this love, I can feel And I know,
Yes for sure It is real
And it feels as though
I’ve seen your face a thousand times
And you said you really know me yourself
And I know that you have got addicted with your eye
But you say you’re gonna leave it for yourself
Oh I never heard a single word about you
Falling in love wasn’t my plan I never thought that I would be your lover
Come on baby just understand
This is it I can say I’m the light of your world run away
And you tell me that you’ve seen my face before
And you said to me that you don’t want me hanging around many times
wanna do it here before
This is it I can feel I’m the light of the world
This is real feel my song we can say
And I tell you can feel that way
And you said you saw my face yourself
And you said want to go with you on a while
And I know that it’s really for myself
Oh yeah I never heard a single word about you
Falling in love wasn’t my plan
06 November 2009
07 October 2009
25 livros de Literatura a ler
2º A História do Senhor Sommer (Patrick Suskind)
3º Não entres tão depressa nessa noite escura (António Lobo Antunes)
4º Mrs. Dalloway (Virginia Woolf)
5º O Processo (Franz Kafka)
6º 1984 (George Orwell)
7º Cem anos de Solidão (Gabriel Garcia Marquez)
8º A insustentável leveza do ser (Milan Kundera)
9º Capitães de Areia (Jorge Amado)
10º Novecentos (Alessandro Baricco)
11º The stories of Heinrich Boll (Henrich Boll)
12º Crime e Castigo (Fiodor Dostoievsky)
13º De profundis (Oscar Wilde)
14º O cão vermelho (Louis de Berneires)
15º O Homenzinho verde (Simon Armitage)
16º O poder dos sonhos (Luís Sepulveda)
17º As intermitências da morte (José Saramago)
18º O mistério da Légua da Póvoa (Agustina Bessa Luís)
19º A morte do corpo (C. K. Stead)
20º O meu nome é legião (António Lobo Antunes)
21º Uma história e outros combates (Patrick Suskind)
22º O velho e o mar (Ernest Hemingway)
23º O livro do Dessassossego (Bernardo Soares)
24º O Retrato de Dorien Gray (Oscar Wilde)
25º As Ondas (Virginia Woolf)
